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Justiça decreta prisão preventiva de ex-presidente do Paraguai após impeachment
Santiago Peña é investigado por suspeitas de irregularidades envolvendo o Ueno Bank, cuja crise financeira deixou milhões de clientes sem acesso ao dinheiro.
Por Redação NEXO 24

A Justiça do Paraguai decretou, neste sábado (7), a prisão preventiva do ex-presidente Santiago Peña, destituído do cargo na sexta-feira (6) após um processo de impeachment relacionado à crise do Ueno Bank, uma das principais instituições financeiras digitais do país.
A decisão foi tomada pelo juiz Humberto Otazú, que considerou haver risco de fuga e possibilidade de interferência nas investigações. Peña permanecerá detido no Regimento de Escolta Presidencial, uma instalação militar localizada em Assunção, capital paraguaia.
Escândalo bancário provocou crise política
O Ministério Público investiga suspeitas de utilização irregular de recursos públicos e previdenciários depositados no Ueno Bank, além de possíveis interferências na fiscalização da instituição.
Peña, que manteve vínculos empresariais com o grupo controlador do banco até 2025, é acusado de lesão de confiança e administração em benefício próprio. O ex-presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, também é investigado.
Milhões de clientes foram afetados
A crise começou após a intervenção do Banco Central no Ueno Bank, diante de problemas de solvência. O bloqueio de contas afetou quase 3 milhões de clientes e provocou manifestações no país.
Em meio à repercussão, Peña apresentou sua renúncia, mas acabou destituído pelo Congresso. O então vice-presidente Pedro Alliana assumiu o comando do Paraguai.
A defesa do ex-presidente contesta as suspeitas e nega que ele represente risco de fuga ou de obstrução da Justiça. A prisão é preventiva e não representa uma condenação definitiva.




