Pular para o conteúdo
NEXO 24
NEXO AgoraNEXO 24 — Jornalismo nacional e internacional

Mundo

Ataque russo a escola usada para ajuda humanitária deixa mortos no sul da Ucrânia

Fontes divergem sobre o total de vítimas; resgate seguia em Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia

Por Redação NEXO 24

· atualizado em

3 min de leitura
CompartilheWhatsAppFacebookXTelegramLinkedIn
Equipes de emergência trabalham após bombardeio contra um prédio utilizado como abrigo civil na região de Zaporizhzhia, Ucrânia.
Equipes de emergência trabalham após bombardeio contra um prédio utilizado como abrigo civil na região de Zaporizhzhia, Ucrânia.

Um bombardeio atribuído às forças russas deixou pelo menos 33 mortos e dezenas de desaparecidos na cidade de Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, sudeste da Ucrânia. O ataque ocorreu na segunda-feira (2 de novembro) e atingiu um prédio que funcionava como abrigo para moradores e centro de distribuição de ajuda humanitária.

Segundo autoridades ucranianas, nove bombas foram lançadas contra o local, provocando o desabamento de parte da estrutura e um incêndio. Aproximadamente 50 pessoas poderiam estar sob os escombros, enquanto registros das autoridades locais apontavam ao menos 27 desaparecidos.

Abrigo havia sido construído para proteger estudantes

O imóvel atingido havia sido preparado para permitir a continuidade das atividades escolares durante a guerra. Com a intensificação dos confrontos e a aproximação das tropas russas, o prédio deixou de funcionar como escola e passou a receber moradores em busca de proteção.

A estrutura também era utilizada pelas autoridades locais para distribuir alimentos e outros suprimentos essenciais à população.

De acordo com o governador regional, Mykhailo Semikin, parte das vítimas estava em um porão reforçado, construído com financiamento da União Europeia. Apesar das medidas de proteção, a intensidade das explosões provocou o colapso da estrutura de concreto.

O desabamento dificultou o trabalho dos socorristas, que passaram a procurar sobreviventes entre os destroços.

Policiais e socorristas estão entre os mortos

O ataque também provocou mortes entre profissionais que atuavam no atendimento às vítimas.

Dois integrantes dos serviços de emergência, Denys Konovalenko e Oleksiy Sushchevsky, ambos de 44 anos, morreram durante a operação de resgate.

A polícia ucraniana confirmou ainda a morte de quatro agentes que participavam das ações na região.

Autoridades ucranianas acusaram as forças russas de realizar ataques sucessivos contra o mesmo local, prática que pode colocar em risco equipes de emergência mobilizadas após as primeiras explosões.

As circunstâncias exatas da sequência de bombardeios ainda dependem de verificação independente.

Revista Oeste+1

Zelensky condena ataque contra civis

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, condenou o bombardeio e responsabilizou Moscou pelas mortes.

O governo ucraniano afirmou que o prédio atingido tinha finalidade humanitária e que os ataques representam mais um episódio de violência contra a população civil.

A Rússia, por sua vez, negou ter civis como alvo e afirmou que a operação atingiu unidades militares ucranianas. As versões apresentadas pelos dois países são conflitantes, e não foi possível confirmar de forma independente todas as circunstâncias do ataque.

Novo ataque amplia tensão em meio às negociações de paz

O bombardeio ocorreu em um momento de renovadas tentativas diplomáticas para reduzir os confrontos entre Rússia e Ucrânia.

Segundo informações divulgadas pela Reuters, representantes dos dois países têm uma nova rodada de negociações prevista para os dias 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, com discussões sobre o encerramento da guerra, garantias de segurança e redução das hostilidades.

O ataque também aconteceu um dia depois do fim de um cessar-fogo local de seis dias, aumentando as preocupações com a segurança dos moradores que permanecem nas regiões próximas à linha de frente.

Buscas continuam e número de vítimas pode aumentar

As equipes de emergência seguem trabalhando na retirada dos escombros e na localização das pessoas desaparecidas.

As autoridades ucranianas alertam que o número de mortos poderá aumentar conforme os trabalhos de resgate avançarem.

A destruição de um imóvel utilizado para proteção civil e assistência humanitária também agrava as dificuldades enfrentadas pelos moradores de Zaporizhzhia, uma das regiões mais afetadas pelos confrontos desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022.

Fonte: Com informações de g1, Revista Oeste, Metrópoles, Jovem Pan

CompartilheWhatsAppFacebookXTelegramLinkedIn

Leia também