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Ataque russo a escola usada para ajuda humanitária deixa mortos no sul da Ucrânia
Fontes divergem sobre o total de vítimas; resgate seguia em Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia
Por Redação NEXO 24
· atualizado em

Um bombardeio atribuído às forças russas deixou pelo menos 33 mortos e dezenas de desaparecidos na cidade de Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, sudeste da Ucrânia. O ataque ocorreu na segunda-feira (2 de novembro) e atingiu um prédio que funcionava como abrigo para moradores e centro de distribuição de ajuda humanitária.
Segundo autoridades ucranianas, nove bombas foram lançadas contra o local, provocando o desabamento de parte da estrutura e um incêndio. Aproximadamente 50 pessoas poderiam estar sob os escombros, enquanto registros das autoridades locais apontavam ao menos 27 desaparecidos.
Abrigo havia sido construído para proteger estudantes
O imóvel atingido havia sido preparado para permitir a continuidade das atividades escolares durante a guerra. Com a intensificação dos confrontos e a aproximação das tropas russas, o prédio deixou de funcionar como escola e passou a receber moradores em busca de proteção.
A estrutura também era utilizada pelas autoridades locais para distribuir alimentos e outros suprimentos essenciais à população.
De acordo com o governador regional, Mykhailo Semikin, parte das vítimas estava em um porão reforçado, construído com financiamento da União Europeia. Apesar das medidas de proteção, a intensidade das explosões provocou o colapso da estrutura de concreto.
O desabamento dificultou o trabalho dos socorristas, que passaram a procurar sobreviventes entre os destroços.
Policiais e socorristas estão entre os mortos
O ataque também provocou mortes entre profissionais que atuavam no atendimento às vítimas.
Dois integrantes dos serviços de emergência, Denys Konovalenko e Oleksiy Sushchevsky, ambos de 44 anos, morreram durante a operação de resgate.
A polícia ucraniana confirmou ainda a morte de quatro agentes que participavam das ações na região.
Autoridades ucranianas acusaram as forças russas de realizar ataques sucessivos contra o mesmo local, prática que pode colocar em risco equipes de emergência mobilizadas após as primeiras explosões.
As circunstâncias exatas da sequência de bombardeios ainda dependem de verificação independente.
Revista Oeste+1
Zelensky condena ataque contra civis
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, condenou o bombardeio e responsabilizou Moscou pelas mortes.
O governo ucraniano afirmou que o prédio atingido tinha finalidade humanitária e que os ataques representam mais um episódio de violência contra a população civil.
A Rússia, por sua vez, negou ter civis como alvo e afirmou que a operação atingiu unidades militares ucranianas. As versões apresentadas pelos dois países são conflitantes, e não foi possível confirmar de forma independente todas as circunstâncias do ataque.
Novo ataque amplia tensão em meio às negociações de paz
O bombardeio ocorreu em um momento de renovadas tentativas diplomáticas para reduzir os confrontos entre Rússia e Ucrânia.
Segundo informações divulgadas pela Reuters, representantes dos dois países têm uma nova rodada de negociações prevista para os dias 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, com discussões sobre o encerramento da guerra, garantias de segurança e redução das hostilidades.
O ataque também aconteceu um dia depois do fim de um cessar-fogo local de seis dias, aumentando as preocupações com a segurança dos moradores que permanecem nas regiões próximas à linha de frente.
Buscas continuam e número de vítimas pode aumentar
As equipes de emergência seguem trabalhando na retirada dos escombros e na localização das pessoas desaparecidas.
As autoridades ucranianas alertam que o número de mortos poderá aumentar conforme os trabalhos de resgate avançarem.
A destruição de um imóvel utilizado para proteção civil e assistência humanitária também agrava as dificuldades enfrentadas pelos moradores de Zaporizhzhia, uma das regiões mais afetadas pelos confrontos desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022.
Fonte: Com informações de g1, Revista Oeste, Metrópoles, Jovem Pan




