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NEXO 24
NEXO AgoraNEXO 24 — Jornalismo nacional e internacional

Política

Após 41 anos, Justiça autoriza acesso a documentos médicos sobre a morte de Tancredo Neves

Decisão unânime do TRF1 garante à família acesso a prontuários e relatórios que poderão esclarecer detalhes do tratamento do presidente eleito em 1985.

Por Redação NEXO 24

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Tancredo Neves morreu em abril de 1985, antes de assumir a Presidência da República.
Tancredo Neves morreu em abril de 1985, antes de assumir a Presidência da República.

Mais de quatro décadas após a morte de Tancredo Neves, a Justiça Federal autorizou a família do ex-presidente a ter acesso a documentos médicos relacionados ao tratamento que ele recebeu antes de morrer, em 1985. A decisão pode contribuir para esclarecer aspectos de um dos episódios mais marcantes da história política brasileira.

O julgamento ocorreu em 26 de outubro de 2026, na 13ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Por unanimidade, os desembargadores reconheceram o direito de Tancredo Augusto Tolentino Neves, filho do ex-presidente, de obter os registros médicos solicitados.

Família busca esclarecer circunstâncias da morte

O pedido judicial foi apresentado contra o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), que haviam resistido à entrega dos documentos sob o argumento da preservação do sigilo profissional.

A família pretende reunir prontuários, relatórios e outras informações sobre os procedimentos realizados durante a internação de Tancredo.

Parte desse material deverá contribuir para uma nova edição do livro O Paciente: O Caso Tancredo Neves, dedicado à reconstrução dos acontecimentos que antecederam sua morte.

Inicialmente, a Justiça Federal do Distrito Federal havia encerrado a ação sem analisar seu mérito. A decisão foi posteriormente revertida pelo TRF1.

Sigilo médico não é absoluto, entende tribunal

O desembargador federal Roberto Carvalho Veloso, relator do processo, considerou que a proteção das informações médicas deve ser analisada em conjunto com outros direitos, incluindo o acesso à informação e a preservação da memória familiar.

Para o magistrado, a relevância histórica do caso também justifica a disponibilização dos documentos aos familiares.

O tribunal considerou que o sigilo médico, embora protegido por princípios éticos e constitucionais, admite exceções quando existe fundamento jurídico legítimo.

A decisão determina que os conselhos de medicina forneçam os registros solicitados, mas não significa que todos os prontuários tenham sido liberados irrestritamente ao público.

A morte que marcou a redemocratização do Brasil

Tancredo Neves foi eleito presidente da República em janeiro de 1985, por votação indireta no Colégio Eleitoral, durante a transição do regime militar para a democracia.

Entretanto, na véspera da posse, marcada para 15 de março daquele ano, foi hospitalizado e não conseguiu assumir o cargo.

Após semanas de internação e procedimentos médicos, Tancredo morreu em 21 de abril de 1985, aos 75 anos.

Com sua morte, o vice-presidente José Sarney permaneceu à frente do governo, tornando-se o primeiro presidente civil do país após o período de governos militares.

Documentos podem ajudar a reconstruir episódio histórico

A autorização judicial abre caminho para que os familiares tenham acesso a informações antes protegidas pelo sigilo médico.

Os documentos poderão contribuir para uma análise mais detalhada dos acontecimentos de 1985. No entanto, ainda não é possível afirmar que revelarão fatos inéditos ou modificarão as conclusões conhecidas sobre a morte de Tancredo Neves.

A decisão representa um novo capítulo na busca por informações sobre um episódio que marcou a transição democrática brasileira.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes abaixo, revisado e aprovado pela redação do NEXO 24.

Fontes

Fonte: Com informações de g1, Jovem Pan, UOL, O Antagonista / Crusoé, Gazeta Brasil, Times Brasil

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