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Novos ataques de Israel deixam oito mortos em Gaza, incluindo uma criança, apesar do cessar-fogo
Bombardeios atingiram a Cidade de Gaza e Khan Younis. Entre as vítimas estão cinco policiais palestinos, segundo autoridades locais.
Por Redação NEXO 24
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Pelo menos oito palestinos morreram neste domingo (1º de novembro) após novos ataques das forças israelenses na Faixa de Gaza. Entre as vítimas está uma criança de três anos. As ofensivas ocorreram mesmo com o cessar-fogo estabelecido em outubro de 2025, ampliando as preocupações sobre a continuidade da violência no território.
Segundo equipes de resgate e autoridades de saúde palestinas, três pessoas morreram em um bombardeio na região oeste da Cidade de Gaza, no norte do território. Outras cinco foram mortas em Al-Mawasi, nas proximidades de Khan Younis, no sul.
Policiais palestinos estão entre as vítimas
O Ministério do Interior de Gaza, administrado pelo Hamas, informou que os cinco mortos no ataque em Khan Younis eram policiais que participavam de uma operação de combate ao tráfico de drogas.
O Exército israelense apresentou uma versão diferente sobre os alvos da operação. Segundo os militares, os ataques tinham como objetivo atingir integrantes de grupos armados que atuavam no território.
As forças israelenses afirmaram ter atacado suspeitos de atividades militantes no norte e no sul de Gaza. Não foram apresentados detalhes suficientes para confirmar de maneira independente a identidade de todas as vítimas ou as circunstâncias dos bombardeios.
Cessar-fogo enfrenta dificuldades após um ano
Embora o acordo de cessar-fogo esteja formalmente em vigor desde outubro de 2025, os confrontos e ataques aéreos continuam sendo registrados.
De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 1.500 palestinos morreram em operações israelenses desde o início da trégua.
Israel acusa o Hamas de tentar reconstruir seu arsenal e realizar ações que violariam o acordo. O grupo palestino nega as acusações e responsabiliza Israel pelo enfraquecimento do entendimento.
As negociações, mediadas pelos Estados Unidos, enfrentam dificuldades principalmente em relação ao desarmamento do Hamas, à retirada das tropas israelenses e à reconstrução do território.
Guerra já provocou mais de 74 mil mortes em Gaza
O conflito teve início em outubro de 2023, após um ataque liderado pelo Hamas contra Israel, que deixou aproximadamente 1.200 mortos e resultou no sequestro de 251 pessoas.
Em resposta, Israel iniciou uma ofensiva militar de grandes proporções na Faixa de Gaza.
Segundo dados do Ministério da Saúde do território palestino, mais de 74,5 mil pessoas morreram desde o início da guerra. Os números não distinguem civis de combatentes e são considerados confiáveis pela Organização das Nações Unidas.
A guerra também provocou deslocamentos em massa e a destruição de grande parte da infraestrutura local, deixando milhões de moradores dependentes de assistência humanitária.
População continua vivendo em meio à destruição
Mesmo com a trégua, a situação humanitária permanece crítica. Grande parte dos habitantes de Gaza vive em abrigos improvisados, tendas e edifícios danificados pelos confrontos.
A continuidade dos ataques evidencia a fragilidade do cessar-fogo e os obstáculos para alcançar uma solução duradoura para o conflito.
Enquanto Israel e Hamas trocam acusações sobre o descumprimento do acordo, a população civil permanece exposta aos riscos da violência e às consequências da destruição provocada pela guerra.
Fonte: Com informações de CNN Brasil, Deutsche Welle, UOL, Jovem Pan




