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Educação

Universidade em Maringá expulsa alunos de Medicina após ataques a bolsistas

Mensagens com ofensas contra estudantes bolsistas teriam circulado após o resultado das eleições, segundo as fontes consultadas

Por Redação NEXO 24

· atualizado em

1 min de leitura
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A UniCesumar, universidade privada localizada em Maringá, no Paraná, decidiu expulsar estudantes do curso de Medicina envolvidos em ataques preconceituosos contra colegas bolsistas. A instituição também aplicou suspensões e advertências a outros alunos, conforme a gravidade das condutas identificadas.

As mensagens foram compartilhadas em um grupo de WhatsApp após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no dia 25 de outubro, que confirmou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nas conversas, estudantes beneficiados por programas como o ProUni e o Fies foram alvos de comentários discriminatórios relacionados à condição financeira e à forma de ingresso na universidade. Entre os conteúdos denunciados também estavam referências ao nazismo e manifestações de suposta superioridade dos alunos que pagam integralmente as mensalidades.

A repercussão levou a universidade a instaurar uma sindicância interna, concluída na sexta-feira (30). Após analisar os fatos, a reitoria aprovou as punições recomendadas pela comissão responsável.

A UniCesumar não divulgou os nomes nem a quantidade de estudantes expulsos, suspensos ou advertidos.

O caso também chegou ao Ministério Público Federal (MPF), que recebeu uma denúncia para apurar as manifestações.

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) repudiou os ataques e destacou que atitudes discriminatórias são incompatíveis com os princípios éticos e humanitários exigidos de futuros profissionais da saúde.

Em nota, a universidade reafirmou seu compromisso com o respeito à dignidade humana e declarou que não tolera manifestações de preconceito.

O episódio levanta uma discussão sobre a responsabilidade ética na formação médica, profissão que exige respeito à vida e atendimento igualitário, independentemente da condição social, origem ou posicionamento político dos pacientes.

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